
" Somos agentes de combate a endemias e agentes de saúde com disposição e coragem para lutar por nossos direitos. Sabemos que nossa profissão é extremamente importante, porém ainda muito desvalorizada por parte de nossos governantes. Mesmo assim temos orgulho do nosso serviço e amamos o que fazemos." E-MAIL: pri.primiranda@hotmail.com tel: 31 8719-2523 (oi)
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30 de setembro de 2011
14 de julho de 2011
"Querem mais é que a gente se exploda"
Manifestantes do Rio protestam contra as explosões de boeiros!!!
Muito bem humorado e inteligente o protesto que tomou conta de calçadas de Copacabana e se alastra pelas redes sociais. Diante das explosões dos bueiros no Rio de Janeiro o publicitário Fábio Maia e o designer Leo Conrado resolveram alertar as pessoas do perigo utilizando adesivos muito bem sacados. E como nem só de calçada um protesto ganha fama o "Manifesto Minado" foi parar no Facebook. Segue o texto.
QUEREM MAIS É QUE A GENTE SE EXPLODA.
Rio de Janeiro: Cidade Olímpica. Deve ser porque a gente tem que fazer uma verdadeira ginástica pra andar na rua. Desde cedo, a gente aprende a olhar pros dois lados antes de atravessar. Com o tempo, aprende a ficar ligado em todas as direções. Por causa de assalto, de bala perdida, do mosquito da dengue. Agora, peraí, até pro chão nós temos que ficar de olho? Cadê aquela história de que pra baixo todo santo ajuda? Antigamente, o máximo que poderia acontecer era pisar em cocô de cachorro. Hoje em dia, basta passar perto do bueiro errado que boom!
Bueiro errado?! Vejam só a que ponto chegamos. Será que alguém já tinha imaginado que, um dia, saber a diferença entre bueiros de gás, esgoto, telefone, TV a cabo e... energia elétrica... poderia ser questão de vida ou morte? Só faltava essa: nós mal deixamos de ser reféns do tráfico (deixamos?) e, agora, temos que viver como refugiados da guerra da Colômbia, do Afeganistão ou de Angola. Alguma boa alma pode dizer para a nossa querida Light que o Brasil é membro do Tratado de Ottawa e, assim sendo, minas terrestres são proibidas em nosso país?
Bem, enquanto as autoridades competentes(?) conversam (e conversam... e conversam... e conversam...), a gente protesta combatendo fogo com fogo. Nossas armas? Ideias-bomba! Por isso, estamos colando adesivos criativos nos bueiros de luz da cidade, evidenciando e chamando a atenção para o problema, além de sinalizar a revolta da população. Com a nossa intervenção-manifestação, usamos a guerrilha para contra-atacar o terrorismo que estão fazendo com a gente. Junte-se a nós e dissemine essa iniciativa, antes que detonem de vez com a nossa segurança.
Assumem a autoria do atentado: Fábio Maia, Leo Conrado e gecko stickers
18 de junho de 2011
30 de maio de 2011
"Era uma vez uma floresta na linha do Equador"
A semana que terminou foi marcada sem dúvida alguma pela aprovação do novo código florestal assinado com o sangue de mais um casal de castanheiros morto pelo "agronegócio" (leia-se latifúndio) brasileiro. Mais um epidódio da triste saga da Amazônia cantada por Vital Farias e que reproduzimos aqui. Zé Cláudio e Maria, sua luta em defesa da floresta não morrerá.
Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d'água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas
Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores
Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá
O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar???
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura
No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:
Pos mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar
Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração
Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador...
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